terça-feira, 18 de outubro de 2011

Poema do amigo aprendiz- Fernando Pessoa







Quero ser o teu amigo.
Nem demais nem de menos.
Nem tão longe, nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
Sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo; mas confesso: é tão difícil aprender!
E por isto eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
dá-me tempo de acertar nossas distâncias.

  Este lindo poema é um presente para você, hoje, que está acessando esta postagem. Eu não te conheço da forma que eu gostaria e você provavelmente não me conhece da forma que eu pretendia, mas, podemos ser amigos sem nos vermos, sem nos conhecermos, sem nos tocarmos... pois sei que acreditamos nas mesmas coisas e temos os mesmos desejos, sentimos as mesmas dores e alegrias, por sito, somos mais próximos(as) do que pensamos.
Então... você aceita este presente?
E se você puder, ofereça esta poesia  também para alguém que você gosta!
Deus te proteja.

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